A rua também revela uma dor que a cidade precisa resolver
Moradores da região sul de Balneário Camboriú pedem acolhimento para quem precisa, mas também cobram segurança, presença pública e soluções reais diante do aumento de furtos, medo e insegurança.
Balneário Camboriú é uma cidade bonita, turística e cheia de oportunidades. Mas, nos últimos tempos, muitos moradores da região sul têm percebido uma realidade que já não dá mais para esconder: aumentou o número de pessoas vivendo nas ruas, circulando por praças, calçadas, comércios, entradas de casas e pontos de grande movimento.
E junto com essa situação, também cresceu o medo.
Moradores relatam mais furtos, tentativas de invasão, abordagens insistentes, sujeira em alguns espaços públicos e uma sensação de insegurança que antes não era tão forte em certas regiões. Comerciantes também estão preocupados, pois muitos trabalham todos os dias para manter seus negócios abertos e não sabem mais como lidar com determinadas situações.
É importante dizer com clareza: nem toda pessoa em situação de rua é criminosa.
Muitas estão ali por abandono, desemprego, dependência química, problemas familiares, sofrimento emocional, falta de documentos ou histórias difíceis que a maioria das pessoas nem conhece. Existe dor, existe miséria, existe solidão e existe gente que precisa de ajuda de verdade.
Mas também é verdade que a comunidade não pode ser obrigada a viver com medo.
Não é justo o morador trabalhador sair de casa preocupado.
Não é justo o comerciante ter prejuízo constante.
Não é justo a família evitar certos lugares por insegurança.
Não é justo a população pedir ajuda e receber apenas reuniões, fotos e discursos bonitos.
A cidade precisa agir.
Não basta fazer reunião midiática. Não basta aparecer em foto. Não basta empurrar o problema de uma rua para outra, de um bairro para outro, de uma praça para outra. A população quer solução prática, presença nas ruas, abordagem social constante, segurança, encaminhamento correto, fiscalização e acompanhamento de verdade.
A região sul precisa de uma ação integrada entre assistência social, saúde, segurança pública, abordagem de rua, entidades sociais e órgãos responsáveis. Quem precisa de acolhimento deve ser acolhido. Quem precisa de tratamento deve ser encaminhado. Quem está cometendo crime precisa ser identificado e responder pelos seus atos. E quem mora, trabalha e sustenta a cidade precisa ser protegido.
O assunto é delicado, mas não pode ser ignorado.
Ter compaixão não significa fechar os olhos para a insegurança.
Cobrar segurança não significa perder a humanidade.
A solução precisa unir cuidado social com ordem pública.
A rua mostra uma dor que precisa ser enxergada.
Mas os moradores também têm uma dor: a dor de se sentirem abandonados.
O GConect acredita que uma cidade forte não é aquela que esconde seus problemas, mas aquela que tem coragem de enfrentá-los com responsabilidade, respeito e ação.
A comunidade não quer guerra contra os vulneráveis.
A comunidade quer solução.
GConect — informar, conectar e fortalecer nossa comunidade.
Foto IA
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