El Niño caminha para a intensidade máxima e Defesa Civil de Santa Catarina reforça monitoramento - Noticias SC
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Defesa Civil 03/09/2026 12:45 Por Redação|Secom

El Niño caminha para a intensidade máxima e Defesa Civil de Santa Catarina reforça monitoramento - Noticias SC

O oceano Pacífico soma agora 1,8 °C de anomalia térmica e caminha para confirmar, segundo a agência norte-americana NOAA, um El Niño muito forte. A intensidade não é sinônimo de mais eventos extremos, mas exige atenção. Por isso, a Defesa Civil de Santa Catarina mantém o acompanhamento contínuo da evolução do fenômeno e os possíveis impactos no estado. O monitoramento do fenômeno é feito em quatro regiões do Pacífico Equatorial, chamadas de Niño 1+2, Niño 3, Niño 3.4 e Niño 4. É na área 3.4 que os cientistas concentram a observação para classificar a intensidade. Considera-se a formação do El Niño quando a temperatura da superfície do mar nessa região fica pelo menos 0,5°C acima da média climatológica por vários meses seguidos. A partir daí, a intensidade do fenômeno segue uma escala, que deve se manter por pelo menos três meses consecutivos. Um El Niño fraco registra entre 0,5°C e 0,9°C de anomalia, e um moderado, entre 1,0°C e 1,4°C. Entre 1,5°C e 1,9°C, passa a ser considerado forte e, acima de 2,0°C, é classificado como muito forte. Gerente de monitoramento e alerta da Defesa Civil de Santa Catarina, Frederico de Moraes Rudorff explica que a intensidade do fenômeno não resulta automaticamente em um desastre. “As enchentes que atingiram o Vale do Itajaí em 2023 e o Rio Grande do Sul em 2024 ocorreram sob influência de um El Niño moderado, e foram mais intensas do que as registradas em 2015, quando o fenômeno atingiu uma das maiores intensidades já registradas”, destaca. Rudorff também lembra que eventos severos podem ocorrer sob influência do fenômeno oposto, La Niña, como os desastres de 2008, as enchentes do Alto Vale do Itajaí em 2011 e o ciclone-bomba de 2020. Comparar a intensidade de eventos de anos diferentes, porém, não é tão simples. Com o aumento geral das temperaturas do oceano, a NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos) passou a adotar um índice relativo, chamado Relative Oceanic Niño Index ou Índice Relativo de Niño Oceânico (Roni). Ele calcula a média de temperatura dos oceanos nos trópicos e aplica um desconto proporcional antes de classificar cada evento. Historicamente, o El Niño costuma intensificar as chuvas em Santa Catarina nas estações de transição. Por isso, a Defesa Civil estadual aponta a primavera de 2026 e o outono de 2027 como as duas janelas mais críticas de monitoramento. O gerente de monitoramento e alerta da instituição acompanha de perto a evolução do fenômeno. Em entrevista, ele detalha os impactos esperados e os cuidados que a população deve adotar. Confira a seguir: O que caracteriza na prática um El Niño forte e o que muda em relação a um El Niño fraco ou moderado? O El Niño forte é caracterizado a partir de 1,5 até 1,9 °C de anomalia de temperatura. Acima de 2,0, ele já se caracteriza como um El Niño muito forte. Atualmente, estamos monitorando toda a evolução deste ano e registrando temperaturas em torno de 1,8 °C, entrando na categoria de El Niño forte. É muito provável que nas próximas semanas ou no próximo mês ele já entre na categoria de um El Niño muito forte, que é considerado um “Super El Niño”, como vem sendo bastante divulgado na mídia. Isso significa que há mais possibilidade de eventos adversos? A intensidade do El Niño não resulta automaticamente em um grande evento excepcional, como o que tivemos em 1983 ou 2023. Em outros anos, como 1997 e 1998, havia expectativa de um Super El Niño com grandes enchentes em Santa Catarina. Naquele verão, inclusive, as pessoas deixaram de vir para o estado, mas a previsão acabou não se concretizando e tivemos sol e chuvas dentro da média. Em 2015 e 2016, tivemos inundações com o rio chegando acima de 10 metros em Rio do Sul, mas não foram tão intensas quanto as de 2023, um ano em que o El Niño era apenas moderado e causou uma das maiores enchentes da cidade, com mais de 13 metros. Então, não necessariamente, um El Niño muito forte vai ter a mesma intensidade de desastres como um El Niño moderado ou até com...

El Niño caminha para a intensidade máxima e Defesa Civil de Santa Catarina reforça monitoramento - Noticias SC

O oceano Pacífico soma agora 1,8 °C de anomalia térmica e caminha para confirmar, segundo a agência norte-americana NOAA, um El Niño muito forte. A intensidade não é sinônimo de mais eventos extremos, mas exige atenção. Por isso, a Defesa Civil de Santa Catarina mantém o acompanhamento contínuo da evolução do fenômeno e os possíveis impactos no estado. O monitoramento do fenômeno é feito em quatro regiões do Pacífico Equatorial, chamadas de Niño 1+2, Niño 3, Niño 3.4 e Niño 4. É na área 3.4 que os cientistas concentram a observação para classificar a intensidade. Considera-se a formação do El Niño quando a temperatura da superfície do mar nessa região fica pelo menos 0,5°C acima da média climatológica por vários meses seguidos. A partir daí, a intensidade do fenômeno segue uma escala, que deve se manter por pelo menos três meses consecutivos. Um El Niño fraco registra entre 0,5°C e 0,9°C de anomalia, e um moderado, entre 1,0°C e 1,4°C. Entre 1,5°C e 1,9°C, passa a ser considerado forte e, acima de 2,0°C, é classificado como muito forte. Gerente de monitoramento e alerta da Defesa Civil de Santa Catarina, Frederico de Moraes Rudorff explica que a intensidade do fenômeno não resulta automaticamente em um desastre. “As enchentes que atingiram o Vale do Itajaí em 2023 e o Rio Grande do Sul em 2024 ocorreram sob influência de um El Niño moderado, e foram mais intensas do que as registradas em 2015, quando o fenômeno atingiu uma das maiores intensidades já registradas”, destaca. Rudorff também lembra que eventos severos podem ocorrer sob influência do fenômeno oposto, La Niña, como os desastres de 2008, as enchentes do Alto Vale do Itajaí em 2011 e o ciclone-bomba de 2020. Comparar a intensidade de eventos de anos diferentes, porém, não é tão simples. Com o aumento geral das temperaturas do oceano, a NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos) passou a adotar um índice relativo, chamado Relative Oceanic Niño Index ou Índice Relativo de Niño Oceânico (Roni). Ele calcula a média de temperatura dos oceanos nos trópicos e aplica um desconto proporcional antes de classificar cada evento. Historicamente, o El Niño costuma intensificar as chuvas em Santa Catarina nas estações de transição. Por isso, a Defesa Civil estadual aponta a primavera de 2026 e o outono de 2027 como as duas janelas mais críticas de monitoramento. O gerente de monitoramento e alerta da instituição acompanha de perto a evolução do fenômeno. Em entrevista, ele detalha os impactos esperados e os cuidados que a população deve adotar. Confira a seguir: O que caracteriza na prática um El Niño forte e o que muda em relação a um El Niño fraco ou moderado? O El Niño forte é caracterizado a partir de 1,5 até 1,9 °C de anomalia de temperatura. Acima de 2,0, ele já se caracteriza como um El Niño muito forte. Atualmente, estamos monitorando toda a evolução deste ano e registrando temperaturas em torno de 1,8 °C, entrando na categoria de El Niño forte. É muito provável que nas próximas semanas ou no próximo mês ele já entre na categoria de um El Niño muito forte, que é considerado um “Super El Niño”, como vem sendo bastante divulgado na mídia. Isso significa que há mais possibilidade de eventos adversos? A intensidade do El Niño não resulta automaticamente em um grande evento excepcional, como o que tivemos em 1983 ou 2023. Em outros anos, como 1997 e 1998, havia expectativa de um Super El Niño com grandes enchentes em Santa Catarina. Naquele verão, inclusive, as pessoas deixaram de vir para o estado, mas a previsão acabou não se concretizando e tivemos sol e chuvas dentro da média. Em 2015 e 2016, tivemos inundações com o rio chegando acima de 10 metros em Rio do Sul, mas não foram tão intensas quanto as de 2023, um ano em que o El Niño era apenas moderado e causou uma das maiores enchentes da cidade, com mais de 13 metros. Então, não necessariamente, um El Niño muito forte vai ter a mesma intensidade de desastres como um El Niño moderado ou até com...

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Fonte: Notícias SC - Vale do Itajaí Oficial
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Publicado na fonte em 03/09/2026 12:40
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