Emasa busca solução para oleoduto na área do Parque Inundável
Equipes analisam melhor solução para a estrutura; oleoduto já constava no projeto e as tratativas acontecem há anos
Representantes da Empresa Municipal de Água e Saneamento de Balneário Camboriú (Emasa) e da Transpetro se reuniram nesta quarta-feira (2) para analisar opções para o oleoduto existente na área onde será construído o novo Parque Inundável. O intuito é encontrar a solução mais adequada para garantir à empresa o acesso para manutenção do equipamento.
O Parque Inundável garantirá reserva de água potável para abastecer os municípios de Balneário Camboriú e Camboriú e reduzirá o risco de enchentes. Os estudos técnicos estão sendo realizados há anos e permitiram que várias soluções fossem pensadas para o equipamento. As simulações da equipe técnica permitiram que a Emasa elencasse possíveis impactos ao oleoduto, bem como construísse um panorama do quanto a estrutura pode ficar submersa após a execução do parque.
“A existência deste oleoduto na área é de nosso conhecimento desde o início do projeto do Parque Inundável e, por determinação do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), estamos buscando a anuência da Transpetro para determinar a melhor opção para a estrutura que passa no local. Com as duas equipes trabalhando juntas, o intuito é encontrar a solução mais eficaz e viável”, destacou o diretor-presidente da Emasa, Auri Pavoni.
O projeto do Parque Inundável já considerava a existência da estrutura, no entanto, o diálogo com a empresa visa garantir que a construção do equipamento não dificulte à Transpetro o acesso para manutenção da infraestrutura. As opções deliberadas na reunião ainda serão apresentadas aos demais representantes da empresa, assim como o projeto atualizado do parque.
“A preocupação da Transpetro seria esse oleoduto acabar submerso e eles não conseguirem acessar para manutenção. Pelo projeto, seriam poucos centímetros de água acima da estrutura, então isso foi apresentado a eles, que agora levarão todos os relatos para apreciação da empresa. Além disso, estamos tendo cuidado de buscar uma saída que não impacte em novos licenciamentos ambientais junto ao Ibama, o que poderia acabar atrasando todo o processo”, explicou o engenheiro sanitarista da Emasa, Felippo Brognoli.
O gerente de Dutos e Terminais Terrestres da Transpetro em Santa Catarina e no Paraná, Oscar Gonzatto, destacou que a reunião buscou viabilizar a obra do Parque Inundável, que atenderá os municípios de Balneário Camboriú e Camboriú, de forma que não impacte na infraestrutura da empresa do local ou no abastecimento dos estados.
“Como operadores deste oleoduto, temos total interesse em manter o equipamento íntegro e operando em condições seguras. Essa reunião foi para alinhar alguns pontos em relação à obra e buscar algumas alternativas para tanto o Parque Inundável acontecer quanto para preservação da nossa estrutura, mantendo ele com o seu curso, operando de forma íntegra e abastecendo a população”, disse.
Agora, os representantes da Transpetro que participaram da reunião ficaram responsáveis por apresentar aos superiores as opções deliberadas. “Vamos nos reunir novamente para debater as opções e ouvir a resposta da empresa. Desde já, quero reiterar a importância desse diálogo e da iniciativa da própria Transpetro, que nos procurou para que esse momento acontecesse, de forma a garantir que nem o município e nem eles sejam prejudicados”, finalizou o diretor-presidente da Emasa.
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Publicado na fonte em 03/09/2026 08:31
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