Oficinas aperfeiçoam conhecimentos e ampliam contatos profissionais durante Festival de Música
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Cultura 28/08/2026 15:39 Por Prefeitura de Itajaí

Oficinas aperfeiçoam conhecimentos e ampliam contatos profissionais durante Festival de Música

Além dos shows, a programação conta com oficinas e workshops voltados aos músicos

Oficinas aperfeiçoam conhecimentos e ampliam contatos profissionais durante Festival de Música

A formação musical não termina quando o músico conclui um curso ou começa a atuar profissionalmente. No 28º Festival de Música de Itajaí, essa ideia aparece na trajetória de participantes de diferentes gerações, que chegam às oficinas em busca de novos conhecimentos, referências e experiências. Entre 30 de agosto e 4 de setembro, o festival oferecerá 20 oficinas e três workshops gratuitos, com atividades voltadas a diferentes instrumentos, linguagens e áreas da música.

O baterista profissional Ricardo Bordignon participa do Festival de Música de Itajaí desde 2018. Naquele ano, recém-ingressado no Conservatório de Música Popular de Itajaí, teve o primeiro contato com o evento. Desde então, acompanhou diferentes edições e passou a se envolver cada vez mais com a programação.

“Quando eu cheguei lá, eu vi aquela galera toda que tinha por aí, que não conseguia nem andar no corredor, de tanta gente que tinha. Meu, o que é isso? Que da hora!”, recorda.

Ao longo dos anos, Ricardo passou de participante das oficinas e espectador dos shows a monitor do festival. Nesta edição, terá ainda outra experiência, já que se apresentará com projetos musicais dos quais participa fora do Conservatório. Para ele, estar no festival representa a possibilidade de continuar os estudos e de ter contato direto com músicos que são referências na área. “A gente sempre tem que estar estudando, porque se parar, fica para trás, e o instrumento cobra”, afirma.

Essa proximidade, segundo o baterista, produz aprendizados que nem sempre acontecem durante uma aula formal. Observar um professor tocando, conversar depois de um show ou simplesmente acompanhar a maneira como um músico pensa sobre seu trabalho também pode trazer novos conhecimentos.

“Às vezes, no meio da aula, tu vês o professor tocando, tu aprendes um negócio sem encostar no instrumento, te dá uma sacada e tu pensas: era isso, dá aquele clique”, conta.

Aprendizado que acompanha a carreira

A busca por aperfeiçoamento também faz parte da trajetória do professor do curso de Música da Univali e da Furb, Eusébio Nicolau Kohler. Com experiência em festivais há décadas, ele considera a formação continuada uma parte essencial da carreira musical. “Nenhum ser humano se forma ou se conclui. Não há nada que a gente não possa aperfeiçoar na carreira da gente, na vida da gente”, afirma.

Para Eusébio, uma das características que tornam o Festival de Música de Itajaí especial é justamente a possibilidade de reunir, durante vários dias, músicos, professores e estudantes em um mesmo espaço. A convivência cria oportunidades de aprendizado que vão além das oficinas.

“Você pode conversar com essas pessoas, pode dialogar. E, lógico, além dos próprios participantes, que são também pessoas que já têm toda uma bagagem”, destaca.

A experiência também repercute diretamente em sua atuação como professor. Ao acompanhar outros profissionais durante o trabalho, Eusébio encontra novas maneiras de abordar conteúdos e repensa suas próprias práticas em sala de aula.

“A música, seja qual disciplina que a gente for abordar dentro do ensino da música, que é um campo muito vasto, você não tem uma única forma de abordar determinados temas”, explica. Para ele, observar diferentes métodos e formas de ensinar é uma maneira de enriquecer a própria atuação profissional.

Trocas que acontecem dentro e fora das oficinas

Embora as atividades formativas sejam o ponto central para quem procura aperfeiçoamento, os dois músicos destacam que parte importante da experiência acontece nos momentos de convivência.

Para Ricardo, estar diante de profissionais que antes conhecia apenas por seus trabalhos cria uma oportunidade rara de aproximação. Para Eusébio, essa troca entre pessoas que estão começando e músicos com carreiras consolidadas é uma das características mais importantes dos festivais.

“Você imagina que o Festival de Itajaí nos proporcionou, ao longo desses anos todos, poder conviver durante cinco, seis, sete dias com personagens que fizeram acontecer a música popular brasileira”, afirma.

Para Eusébio, essa experiência foi tão marcante em sua própria trajetória que influencia até hoje a forma como atua na música e na educação. “Se hoje ocupo os lugares que ocupo, tanto na sala de aula quanto como professor, na minha atividade artística, só posso fazer isso hoje da forma como faço por conta dos festivais, e principalmente por conta do Festival de Itajaí”, afirma.

A programação formativa do 28º Festival de Música de Itajaí ocorre entre 30 de agosto e 4 de setembro, com 20 oficinas e três workshops gratuitos.

Conteúdo da fonte: Prefeitura de Itajaí.

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Fonte: Prefeitura de Itajaí Oficial
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Publicado na fonte em 28/08/2026 15:27
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