Oficinas do Festival de Música de Itajaí marcam trajetórias e aproximam músicos de diferentes gerações
Participantes compartilham conhecimentos e experiências que contribuem para suas trajetórias musicais
Além dos grandes shows, o 28º Festival de Música de Itajaí mantém a formação musical como um dos principais pilares de sua programação. Entre 30 de agosto e 4 de setembro, estudantes, músicos, professores e outros interessados participam de 20 oficinas e três workshops gratuitos, em uma programação que junta diferentes instrumentos, gêneros e formas de fazer música.
As atividades também criam oportunidades para que os participantes conheçam outros músicos, troquem experiências e tenham contato direto com profissionais que são referências em suas áreas.
Para Gabriel Menin, contrabaixista e aluno do Conservatório de Música Popular de Itajaí, essa experiência começou em 2017. Desde então, ele participou de todas as edições do festival e voltou a se inscrever neste ano. Para ele, um dos principais diferenciais está justamente na possibilidade de aprender com profissionais de diferentes trajetórias. “Eu acho que quando a gente começa a estudar, a gente sempre vê que tem mais coisa para estudar. Então a ideia é continuar aprimorando, continuar vendo pontos de vista diferentes.”
Gabriel destaca ainda o contato com os professores como uma das experiências que mais marcaram sua trajetória. Entre elas, lembra de uma oficina com Filó Machado. Para o músico, passar uma semana ao lado de profissionais que admira é uma oportunidade que vai além do conteúdo das aulas. “Poder estar trocando e passando uma semana com esses mestres, assim, não tem valor. É de graça, né, aí que tá", destaca.
A experiência também é compartilhada por Elisa Cordeiro, cantora, instrumentista e compositora que conheceu o festival ainda como estudante. Ex-aluna do Conservatório, ela começou a participar das atividades por volta de 2012 e, ao longo dos anos, passou a enxergar de outra maneira as possibilidades oferecidas pelas oficinas. “Eu fui amadurecendo enquanto artista, enquanto pessoa e fui entendendo o quão relevante é ter esses contatos que as oficinas nos proporcionam.”
Hoje, Elisa participa do festival também como profissional, atuando como professora e monitora. Para ela, retornar ao evento por esse outro lugar representa uma mudança importante em sua trajetória. “Quando eu era aluna lá no conservatório eu jamais pensei que, depois de 10, 15 anos, eu estaria vivendo esse outro lado, de pessoa que pode contribuir realmente para a formação dos alunos.”
A cantora também destaca a oportunidade de artistas locais apresentarem seus próprios trabalhos durante o festival. Para ela, estar no mesmo espaço que grandes nomes da música brasileira contribui para dar visibilidade à produção desenvolvida em Itajaí e na região. “Essa abertura para os artistas regionais e locais é um engrandecimento na carreira de todo artista", finaliza.
Da sala de aula para a atuação profissional
A história de Dayane Maia da Silva, bacharel em Canto e pós-graduada em Música e Cognição, também passa pelo Conservatório de Música Popular de Itajaí e pelo curso de Música da Univali. Atualmente, ela trabalha com musicalização infantil e vê na formação recebida durante essa trajetória uma base importante para o trabalho que desenvolve com crianças. “O curso de música e o conservatório me ajudaram tanto nas partes teóricas da música quanto nas práticas e no lado artístico. Deram todo o suporte que eu precisava.”
Neste ano, além de participar das atividades formativas, Dayane também trabalha no festival. Para ela, a experiência de retornar ao evento como profissional reforça a importância de manter esse espaço de formação. “Cada edição do festival é uma experiência diferente e intensa, é sempre bom estar ali”, afirma.
A formação adquirida ao longo dos anos também aparece diretamente em seu trabalho. Segundo Dayane, os conhecimentos desenvolvidos durante sua trajetória influenciam desde o planejamento das atividades até as estratégias utilizadas em sala de aula.
Formação que continua depois do festival
A presença de estudantes que, anos depois, retornam como profissionais também evidencia uma das características da programação formativa do Festival de Música de Itajaí. O conhecimento circula entre diferentes gerações e pode abrir caminhos para novas experiências profissionais.
A programação deste ano reúne oficinas de canto, percussão, guitarra, piano, violão, contrabaixo, bateria, trombone, composição, arranjo, produção musical, choro, prática de conjunto, tecnologia e musicalização, entre outras áreas.
Para Liza Amaral, responsável pela direção do festival, manter as atividades formativas gratuitas é uma forma de ampliar o acesso ao ensino musical e aproximar estudantes, amadores e profissionais de músicos e professores de diferentes regiões. Segundo ela, a procura pelas oficinas demonstra o interesse existente pela formação musical. Em 2025, as vagas foram preenchidas rapidamente e, neste ano, as inscrições se esgotaram em menos de dois dias.
A diretora também destaca que as oficinas contribuem para a continuidade da formação musical em Itajaí, fortalecendo espaços como escolas e conservatórios e criando oportunidades de trabalho e de troca entre os profissionais.
A experiência de Gabriel resume o impacto que o festival pode ter para quem está começando ou deseja continuar se aperfeiçoando. Depois de participar pela primeira vez em 2017, ele segue retornando a cada edição. “Para mim, eu vejo como uma coisa até imperdível. É uma semana de aula, sabe? É muita informação, é muita coisa. Tem que ir mesmo, ir lá e se jogar.”
A programação formativa integra o 28º Festival de Música de Itajaí, que acontece de 29 de agosto a 5 de setembro. Além das oficinas e workshops, o evento reúne shows nacionais, regionais e locais em diferentes espaços da cidade, ampliando o encontro entre quem faz, quem aprende e quem acompanha a música.
Conteúdo da fonte: Prefeitura de Itajaí.
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Publicado na fonte em 27/08/2026 17:06
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