Quatro palcos, quatro histórias: conheça os nomes que homenageiam a música de Itajaí
Espaços da 28ª edição do Festival de Música levam nomes de artistas e agentes culturais que ajudaram a construir a cena musical da cidade
Quem passar pelos espaços da 28ª edição do Festival de Música de Itajaí vai encontrar, além de shows e atividades de formação, nomes que fazem parte da própria história musical da cidade. Os palcos desta edição homenageiam Louise Lucena, Arnou de Melo, Mônica Uriarte e Osmar “Peninha” Schulze, quatro personagens que contribuíram, em diferentes momentos, para o desenvolvimento da música em Itajaí.
As homenagens ajudam a contar uma parte da trajetória musical do município, onde há artistas que estiveram nos palcos, músicos que participaram da criação de movimentos importantes, educadores que ajudaram a formar novas gerações e pessoas que contribuíram para a criação e organização de projetos que permanecem até hoje.
Palco Louise Lucena
Cantora com mais de quatro décadas de trajetória, Louise Lucena construiu em Itajaí uma carreira ligada à música popular, ao jazz e à formação da cena musical local. Natural de Lages, ela chegou à cidade ainda jovem e passou a integrar projetos que marcaram a música catarinense.
Um dos principais capítulos de sua carreira foi a participação na Quarta Redenção, banda de baile da qual foi vocalista durante 21 anos. O grupo ganhou projeção no Sul do Brasil e também realizou uma turnê pelos Estados Unidos.
Na década de 1990, Louise esteve entre os músicos que deram origem ao Itajazz – Grandes Encontros. Em 1992, passou a se reunir com Arnou de Melo, Carlinhos Niehues, Renato Rangel e Peninha em encontros dedicados à MPB e ao jazz. As apresentações deram origem às chamadas Quartas de Jazz, realizadas no Célio’s Club, e posteriormente ao Itajazz.
A relação de Louise com o Festival de Música de Itajaí também começou nas primeiras edições. Ela participou do evento como aluna, intérprete e integrante das Jam Sessions, além de ter dividido a programação com artistas como Beto Guedes, Leila Pinheiro, Vanessa da Mata e Badi Assad.
Palco Arnou de Melo
Contrabaixista, compositor, arranjador e produtor musical, Arnou de Melo tem mais de 40 anos de carreira e é um dos principais nomes ligados à construção da cena instrumental de Itajaí.
Natural da cidade, começou a carreira profissional aos 17 anos, passando por bandas de baile, entre elas a Quarta Redenção. No início dos anos 1990, viveu uma experiência importante nos Estados Unidos, onde estudou no Bass Institute of Technology, em Los Angeles, e recebeu o reconhecimento de aluno destaque.
De volta ao Brasil, aprofundou sua atuação na música instrumental e no jazz. Foi um dos personagens envolvidos na criação do Itajazz – Grandes Encontros, movimento que se tornou um importante espaço para a música instrumental em Santa Catarina.
A contribuição de Arnou também passa pela formação de novos músicos. Em 2007, participou da comissão responsável pela criação do Conservatório de Música de Itajaí e tornou-se o primeiro diretor da instituição. Também coordenou oficinas do Festival de Música de Itajaí.
Sua produção autoral inclui trabalhos como Fantasia, Soprando Baixo, em parceria com Gledison Zabote, e Monções. Em 2025, sua trajetória ganhou ainda o registro do Arnou de Melo Songbook, com partituras de parte de sua obra.
Palco Mônica Uriarte
Professora, cantora, regente e pesquisadora, Mônica construiu uma trajetória ligada à educação musical e à cultura de Itajaí. Sua atuação passa pela formação de músicos e professores, pela pesquisa e pela criação de projetos de educação musical.
Mas a relação dela com o Festival de Música é ainda mais direta. Em 1997, quando estava à frente da Casa da Cultura Dide Brandão, Mônica começou a estruturar, ao lado de Antônio Carlos Floriano, então diretor de eventos da Fundação Cultural de Itajaí, a proposta de criação de um festival voltado à formação musical.
A primeira edição foi realizada em 1998, com a colaboração de nomes como Marcos Leite e Roberto Gnattali. O projeto nasceu em um período de poucos recursos para a cultura e foi viabilizado com financiamento da Telesc por meio da Lei Rouanet.
Sua trajetória também inclui trabalhos com canto coral, atuação na Univali e participação na estruturação de cursos e projetos de formação musical. O nome no palco reconhece justamente essa contribuição para que Itajaí se tornasse um espaço de formação e circulação de músicos.
Palco Osmar Peninha
Baterista, músico e empresário musical, Osmar “Peninha” Schulze também tem uma trajetória de décadas ligada à música de Itajaí.
Natural de Blumenau, chegou ao município aos 17 anos e passou a integrar a cena musical local. Foi baterista da Quarta Redenção, grupo que reuniu músicos como Arnou de Melo, Renato Rangel, Juca Nascimento, Caçula e Louise Lucena e que teve projeção no Sul do país.
Peninha também está entre os nomes ligados à criação do Itajazz. Além de participar como músico, atuou na organização do projeto, que reuniu artistas de diferentes regiões do Brasil em torno da música instrumental, da MPB, da bossa nova e do jazz.
Sua ligação com o Festival de Música de Itajaí continua até hoje. Em 2023, esteve à frente da organização das Jam Sessions do festival, realizadas no Mercado Público. Na edição de 2026, também integra a programação artística do evento, com apresentação prevista para 3 de setembro.
Conteúdo da fonte: Prefeitura de Itajaí.
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Publicado na fonte em 18/08/2026 17:51
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