Poupar desde a infância ajuda morador de Itajaí a comprar carro e apartamento | G1
Morador de Itajaí (SC), o engenheiro mecânico Tiago Cesa Desordi de Medeiros, 36 anos, aprendeu a poupar dinheiro ainda na infância, quando ganhou a primeira poupança aos quatro anos de idade. Hoje, ele repassa o mesmo hábito ao filho, Eduardo, de um ano e meio, que já tem uma poupança desde o primeiro mês de vida. Ainda na infância, ele lembra de como era estimulado a guardar no cofrinho os presentes em dinheiro que recebia da família, o troco do lanche e até moedas que encontrava pela casa. O que começou como uma diversão foi determinante para que ele aprendesse, na vida adulta, a importância de manter uma reserva de segurança. "A iniciativa dos meus pais mudou a minha vida. Certamente, não teria conquistado as coisas que tenho sem o hábito de poupar. Todos os meses eu ia ao banco para conferir o extrato da poupança e depositar o que tinha conseguido juntar. Era uma diversão ver o dinheiro crescendo" conta. A poupança servia para comprar bens pequenos que os pais não podiam adquirir ou diziam que eram de responsabilidade dele, como um patinete, componentes para skate e até os picolés dos verões que ele passava em Balneário Camboriú. Mais tarde, quando estava prestes a concluir o curso de Engenharia Mecânica, na cidade de Santo Ângelo (RS), teve a oportunidade de fazer estágio em um município próximo, mas precisaria morar sozinho. Foi aí que a poupança de Tiago começou a mostrar a importância. Ele alugou um apartamento com os amigos e recorreu ao dinheiro guardado para mobiliar o espaço. "A situação financeira da família não estava boa e a preocupação dos meus pais era como iriam me manter pagando aluguel em outra cidade. A solução foi dividir apartamento, e eu recorri à minha poupança para comprar uma cama e outros móveis de que estava precisando" revela. Poupar para comprar Nos anos seguintes, mesmo com salário de estagiário, ele conseguiu recompor o saldo e nunca abandonou o hábito de poupar. Juntou dinheiro e, em 2020, comprou o primeiro carro à vista. "Eu aprendi que primeiro a gente ganha o dinheiro, depois a gente gasta. Muita gente faz o contrário. Primeiro compra e depois vai atrás de como pagar " comenta. Segundo Tiago, um dos maiores erros é esperar pelo momento ideal para começar a investir. Na prática, esse momento quase nunca chega. Para contornar o desafio, ele sugere começar aos poucos. "As pessoas ficam esperando sobrar dinheiro, esperando o cenário perfeito ou o investimento ideal. Mas, se eu começar com pouco e mantiver a consistência, independentemente da modalidade, o saldo vai crescendo" orienta. Ele explica que a maior satisfação está justamente em acompanhar essa evolução. Aos poucos, segundo Tiago, é possível ver um depósito de pouco valor se tornar em um patrimônio, o que faz tudo valer a pena. Na avaliação do consultor, cooperado e colaborador da Viacredi, uma cooperativa Ailos, criar o hábito de poupar é mais importante do que passar meses tentando descobrir qual é o melhor investimento. "As pessoas dizem que vão começar quando tiverem mais dinheiro, quando receberem o décimo terceiro ou quando a situação melhorar. O segredo é não esperar. O mais importante é criar disciplina" explica. Foi a partir desse princípio que Tiago conquistou outros objetivos ao longo da vida, entre eles a compra de um apartamento. Hoje, o hábito de poupar já começa a ser transmitido para a próxima geração. Eduardo, seu filho de um ano e meio, ganhou uma poupança quando tinha apenas um mês de vida. Investimento mais utilizado no Brasil A poupança segue entre os principais instrumentos financeiros dos brasileiros. Segundo o levantamento Raio X do Investidor Brasileiro, realizado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) em parceria com o Datafolha, o país alcançou 60,6 milhões de investidores em 2025, o equivalente a 36% da população. A poupança permanece como a modalidade mais utilizada, concentrando 22% das aplicações. Na Viacredi, a modalidade foi lançada em outubro de 202...
Morador de Itajaí (SC), o engenheiro mecânico Tiago Cesa Desordi de Medeiros, 36 anos, aprendeu a poupar dinheiro ainda na infância, quando ganhou a primeira poupança aos quatro anos de idade. Hoje, ele repassa o mesmo hábito ao filho, Eduardo, de um ano e meio, que já tem uma poupança desde o primeiro mês de vida. Ainda na infância, ele lembra de como era estimulado a guardar no cofrinho os presentes em dinheiro que recebia da família, o troco do lanche e até moedas que encontrava pela casa. O que começou como uma diversão foi determinante para que ele aprendesse, na vida adulta, a importância de manter uma reserva de segurança. "A iniciativa dos meus pais mudou a minha vida. Certamente, não teria conquistado as coisas que tenho sem o hábito de poupar. Todos os meses eu ia ao banco para conferir o extrato da poupança e depositar o que tinha conseguido juntar. Era uma diversão ver o dinheiro crescendo" conta. A poupança servia para comprar bens pequenos que os pais não podiam adquirir ou diziam que eram de responsabilidade dele, como um patinete, componentes para skate e até os picolés dos verões que ele passava em Balneário Camboriú. Mais tarde, quando estava prestes a concluir o curso de Engenharia Mecânica, na cidade de Santo Ângelo (RS), teve a oportunidade de fazer estágio em um município próximo, mas precisaria morar sozinho. Foi aí que a poupança de Tiago começou a mostrar a importância. Ele alugou um apartamento com os amigos e recorreu ao dinheiro guardado para mobiliar o espaço. "A situação financeira da família não estava boa e a preocupação dos meus pais era como iriam me manter pagando aluguel em outra cidade. A solução foi dividir apartamento, e eu recorri à minha poupança para comprar uma cama e outros móveis de que estava precisando" revela. Poupar para comprar Nos anos seguintes, mesmo com salário de estagiário, ele conseguiu recompor o saldo e nunca abandonou o hábito de poupar. Juntou dinheiro e, em 2020, comprou o primeiro carro à vista. "Eu aprendi que primeiro a gente ganha o dinheiro, depois a gente gasta. Muita gente faz o contrário. Primeiro compra e depois vai atrás de como pagar " comenta. Segundo Tiago, um dos maiores erros é esperar pelo momento ideal para começar a investir. Na prática, esse momento quase nunca chega. Para contornar o desafio, ele sugere começar aos poucos. "As pessoas ficam esperando sobrar dinheiro, esperando o cenário perfeito ou o investimento ideal. Mas, se eu começar com pouco e mantiver a consistência, independentemente da modalidade, o saldo vai crescendo" orienta. Ele explica que a maior satisfação está justamente em acompanhar essa evolução. Aos poucos, segundo Tiago, é possível ver um depósito de pouco valor se tornar em um patrimônio, o que faz tudo valer a pena. Na avaliação do consultor, cooperado e colaborador da Viacredi, uma cooperativa Ailos, criar o hábito de poupar é mais importante do que passar meses tentando descobrir qual é o melhor investimento. "As pessoas dizem que vão começar quando tiverem mais dinheiro, quando receberem o décimo terceiro ou quando a situação melhorar. O segredo é não esperar. O mais importante é criar disciplina" explica. Foi a partir desse princípio que Tiago conquistou outros objetivos ao longo da vida, entre eles a compra de um apartamento. Hoje, o hábito de poupar já começa a ser transmitido para a próxima geração. Eduardo, seu filho de um ano e meio, ganhou uma poupança quando tinha apenas um mês de vida. Investimento mais utilizado no Brasil A poupança segue entre os principais instrumentos financeiros dos brasileiros. Segundo o levantamento Raio X do Investidor Brasileiro, realizado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) em parceria com o Datafolha, o país alcançou 60,6 milhões de investidores em 2025, o equivalente a 36% da população. A poupança permanece como a modalidade mais utilizada, concentrando 22% das aplicações. Na Viacredi, a modalidade foi lançada em outubro de 202...
Conteúdo da fonte: G1 Santa Catarina - Região.
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Publicado na fonte em 14/08/2026 14:55
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