Depa orienta tutores sobre cuidados com os pets durante o frio em Balneário Camboriú
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Com as temperaturas mais baixas registradas durante o mês de agosto, a Diretoria de Proteção Animal e Combate aos Maus-Tratos (Depa), da Secretaria de Segurança e Ordem Pública de Balneário Camboriú, reforça a importância de alguns cuidados para garantir o bem-estar dos animais de estimação durante os dias frios.
Apesar do clima litorâneo, Balneário Camboriú registra períodos de frio intenso durante o inverno, principalmente à noite e nas primeiras horas da manhã. Por isso, a orientação é que os tutores redobrem a atenção com cães e gatos, especialmente filhotes, animais idosos e os de pelo curto. A principal recomendação é manter os animais em locais protegidos do vento, da chuva e da umidade. Camas, cobertores e casinhas devem estar em ambientes secos e protegidos, evitando que o animal permaneça diretamente sobre pisos muito frios.
“Os animais, assim como os humanos, também sentem frio e precisam de proteção, principalmente nos dias em que as temperaturas caem mais. São cuidados simples, como oferecer um local seco, protegido e confortável, que ajudam a evitar problemas de saúde e garantem mais qualidade de vida aos pets”, explica a diretora da Depa, Patrícia Ferreira.
O uso de roupas próprias para animais também pode ser uma alternativa, principalmente para cães de pelo curto, idosos ou mais sensíveis às baixas temperaturas. A peça deve ser confortável, estar seca e não limitar os movimentos do animal. A Depa também orienta que os tutores fiquem atentos a sinais como tremores, apatia, fraqueza, dificuldade para se movimentar ou comportamento diferente do habitual. Em situações de frio intenso, esses sinais podem indicar que o animal está sofrendo com a baixa temperatura e precisa de cuidados.
Proteção é prevista em lei
Além da questão de bem-estar, garantir proteção adequada aos animais durante períodos de frio intenso também é uma responsabilidade dos tutores. A legislação brasileira prevê punições para casos de maus-tratos contra animais. O artigo 32 da Lei Federal nº 9.605/1998 estabelece que praticar abuso ou maus-tratos contra animais é crime. No caso de cães e gatos, a Lei nº 14.064/2020 aumentou as penas previstas para a prática, com reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição da guarda do animal.
A falta de proteção adequada diante de condições climáticas extremas pode provocar sofrimento físico, hipotermia e, em situações graves, até levar o animal à morte. Por isso, manter o pet protegido do frio faz parte dos cuidados básicos que devem ser oferecidos pelos responsáveis.
Entre as principais orientações da Depa estão manter os animais em locais secos e protegidos, disponibilizar cobertores ou camas, evitar exposição ao vento e à chuva, redobrar os cuidados com animais mais vulneráveis e observar qualquer mudança de comportamento.
“A responsabilidade pelo animal é do tutor durante todo o ano. No inverno, precisamos apenas reforçar alguns cuidados para garantir que eles passem pelos dias mais frios com segurança e conforto”, completa Patrícia.
Como agir em chuvas, enchentes e alagamentos
Em períodos de chuvas fortes, alagamentos e enchentes, os cuidados com os animais também precisam ser redobrados. Fenômenos climáticos como o El Niño podem contribuir para alterações no regime de chuvas em diferentes regiões, aumentando a necessidade de atenção às condições meteorológicas e aos alertas de chuva intensa.
A orientação da Depa é manter cães e gatos em locais seguros, secos e protegidos, evitando deixá-los em áreas sujeitas a alagamentos. Casinhas, canis, caminhas e demais espaços utilizados pelos animais devem estar em pontos elevados ou protegidos da entrada de água.
Em caso de risco de enchente, o tutor deve retirar o animal da área de perigo com antecedência e nunca deixá-lo preso por correntes ou em locais onde não possa escapar da água. Também é importante manter portas, portões e cercas em condições adequadas para impedir que o animal fuja ou seja levado pela correnteza.
Durante uma inundação, não é recomendado entrar em áreas alagadas para tentar resgatar um animal sem segurança, já que a água pode esconder buracos, bueiros, fios elétricos e outros riscos. Sempre que possível, os animais devem ser transportados para um local seguro junto com seus tutores.
A prevenção também inclui manter uma pequena reserva de ração e água potável, além de medicamentos de uso habitual e documentos do animal, para situações em que seja necessário deixar a residência rapidamente. Em qualquer situação de emergência, a prioridade deve ser preservar a vida e a segurança dos animais e das pessoas.
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Texto: Mateus Silva
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Conteúdo da fonte: Prefeitura de Balneário Camboriú.
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Publicado na fonte em 12/08/2026 16:02
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